domingo, 28 de março de 2010

Absinto

Absinto" é uma bebida destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.

É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.

O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.

Aparência e consumo:

Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro.

Criada originalmente como infusão medicinal pelo médico francês, com uma porcentagem de álcool muito elevada de 40% e 85%, na Belle epoque tornou-se a bebida da moda, contando com certo poder alucinógeno da planta Artemisia absinthium que a integrava e que deu nome à bebida.

Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.

Proibição:

Na Europa do início do século XX o absinto pode ser considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de sáude, inclusive mentais, tais como: epilepsia, impotência, tuberculose, sífilis, suicido e loucura.

Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na ocasião. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.

Na Suíça, considera-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da "fada verde". Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto eram produzidos na França. O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00 da noite.

Além dos males causados à saúde popular, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de outros tipos de álcool e de absinto. Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíca, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição. Aplicada em 1910, a lei proibiu o absinto na Suíça. Outros países seguiram e em 1913 os EUA e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Portugal, Dinamarca e Inglaterra ainda era permitido o consumo, desde que a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.

Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54ºGL.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 26 de março de 2010

Motivos.

Quando o orvalho escorregar da pétala de uma rosa - é um motivo!
Quando um pássaro emplumar seu alto vôo - é um motivo.
Quando teus passos ganharem a distância dos caminhos - é um motivo.
Quando teus lábios desejarem beijos - é um motivo.
Quando teu corpo estremecer de frio e desejo - é um motivo.
Quando o ar te faltar e buscares o meu - é um motivo.
Quando a tristeza chegar e pedires minhas alegrias - é um motivo.
Quando teus olhos avistarem estrelas nos véus da noite:- é um motivo.
Quando teus gritos emudecerem e encontrares a minha voz - é um motivo.
Quando as portas se fecharem para ti e um novo abrigo surgir - é um motivo.
Quando não mais souberes fazer poesia - é um motivo.
Quando as chuvas intempestivas invadirem teu barraco - é um motivo.
Quando as lembranças da infância te cercarem - é um motivo.
Quando a dor anunciar um sofrimento maior - é um motivo.
Quando todos os motivos não puderem resolver os teus problemas
E restar, uma palavra boa, um doce sentir e uma promessa de afeto,
Terás motivos para reconstruir o teu mundo e sorrir novamente.
Afinal, simbolizas o mais belo motivo,
O motivo de todos os motivos!

Lúcia Helena Pereira

segunda-feira, 22 de março de 2010

Desconstruções

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.

Martha Medeiros

Juca Mulato

Dava gosto ver, o Juca Mulato,
De machado em punho derrubando a mata,
Cada golpe forte que ele desferia,
O cedro chorava e a mata tremia
Mas o Juca Mulato, gostava da Rosa,
Porém a Rosinha com um outro casou,
E nessedia seu braço tremeu,
A mata cresceu e o machado enferrujou
Depois deu pena ver, o Juca Mulato,
De arado parado e terra por virar,
No rancho do Juca o fogo apagado,
Só pinga não faltava e nem podia faltar
Faz agora um mês, que o Juca morreu,
A saudade constante o pobre venceu,
Mas todas as tardes a Rosa formosa,
Sobre a campa do Juca, vai por outra rosa.

Composição: Adelino Moreira (Nelson Gonsalves, gravou)

E, na noite estival, arrepiadas, as plantas
tinham na negra fronde, umas roucas gargantas
bradando, sob o luar opalino, de chofre:
"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre…
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

Menotti Del Picchia

Fonte: pt.shvoong.com

sábado, 20 de março de 2010

A alegria na tristeza.

A gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

 Mario Benedetti

sexta-feira, 19 de março de 2010

Curtas e Boas (Só para descontrair rsrs)

O marido lia o jornal, quando a esposa
pergunta:
- Você já percebeu como vive o casal que mora ai
em frente?
Parecem dois namorados! Todos os
dias, quando chega em casa ele
traz flores para ela, abraça-a e
os dois se beijam
apaixonadamente. Porque você não
faz o mesmo? - Mas...
querida...eu mal conheço essa mulher!

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O cão é realmente o melhor amigo do
homem. Se você não
acredita, faça a seguinte experiência.
Coloque seu cachorro e a
sua esposa no porta-malas do carro e feche ... depois
de uma hora abra.
Quem estará realmente feliz em ver você ?

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A mulher entra num restaurante e encontra o
marido com outra :
- Pode me explicar o que é isto??
E ele responde:
- Só pode ser azar!!!

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- A senhorita aceita um uísque?
- Não posso. Me faz mal para as pernas.
- As suas pernas incham?
- Não, elas abrem...

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- Carmen, você está doente? Te pergunto
porque eu vi sair um
médico da sua casa, esta manhã...
- Olha, minha minha querida, ontem eu vi sair um
militar da sua e
nem por isso você está em guerra, não é
verdade?

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- Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de
seu esposo?
- Meu marido me trata como se eu fosse um
cão!
- AH... maltrata? Bate?
- Não, quer que eu seja fiel!

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Um casal estava na cama conversando, quando a mulher
diz bocejando pro marido:
- Vou dormir...boa noite
E ele diz:
- Já vai dormir? Logo agora que eu iria abusar de você?
E ela entusiasmada diz:
- Então abusa vai, abusa.
E ele diz:
- Vai lá na cozinha pega uma cervejinha e
algumas azeitonas pra mim.*

Fonte: Simone Melo

quarta-feira, 17 de março de 2010

Você sabe o que é o AUXÍLIO RECLUSÃO?

O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.

Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
De 1º/2/2009 a 31/12/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009


Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e 18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.

Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão .

O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:
- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto;
- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
- ao dependente que perder a qualidade (ex.: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
- com o fim da invalidez ou morte do dependente.

Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes.

Fonte: www.previdenciasocial.gov.br

"Em suma, Todo presidiário com filhos tem direito a uma bolsa que, a partir de 1º/1/2010 é de R$798,30 por filho para sustentar a família, já que o coitadinho não pode trabalhar para sustentar os filhos por estar preso. Mais que um salário mínimo que muita gente por aí rala pra conseguir e manter uma família inteira."

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pai, Me Compra um Amigo?

O livro conta a história de um menino chamado Bebeto. Desde pequeno, tudo encontrava obstáculos. Seu pai era administrador de empresas e chamava Ronaldo. Sua mãe era pintora e chamava-se Lúcia. Bebeto se sentia completamente rejeitado.
Na vida de Bebeto tudo era em preto e branco, sua vida não tinha cor. A maior ambição de Bebeto era ter a aprovação do pai.
Na escola, todos zuavam Bebeto e cada dia que passava seus problemas aumentavam. Realmente Bebeto era diferente de todos os meninos pois seu pai nunca o levou ao Maracanã.
Ao saber que Bebeto ficou de recuperação, Geraldo chama seu filho de irresponsável, mas Lúcia diz não querer discussão e anuncia estar grávida.
Com o passar do tempo, uma menina da escola de Bebeto chamada Paula, convence seus amigos a ajudar Bebeto. Com isso, Bebeto passa a se esforçar mais em suas atividades e a se socializar.
Após o nascimento da irmã de Bebeto, Ronaldo se desperta de que é um pai completamente ausente e se aproxima de seu filho começando a levá- lo para conhecer seu trabalho e para assistir um jogo no Maracanã.
Na escola, num jogo de futebol, Bebeto faz um gol e, olhando para a torcida vê seu pai gritando o seu nome todo orgulhoso.
A partir daí, os pais de Bebeto passam a conhecê-lo melhor e ele vira um menino mais feliz e seguro com o afeto dos pais.
Pode-se concluir que esse livro nos ensina que sempre há uma chance de mudar e que com o apoio dos pais e a compreensão dos amigos, garantimos auto-estima, amadurecimento e crescimento em todos os sentidos.

"É sem dúvida, lindo! Traz uma mensagem de esperança e de renovação na relação pais e filhos, nos fazendo refletir e repensar sobre o nosso papel enquanto pais e educadores. Devemos isso a nossos filhos, pois eles esperam todo amor, carinho e atenção de nossa parte."

Fonte: www.oyo.com.br

domingo, 14 de março de 2010

"A casa da mãe Joana"

Algumhas Versões:

É óbvio que toda metáfora teve sua origem em alguma situação, mas, pelo fato de muitas delas serem expressões antigas que compõem a língua já há centenas de anos, nem sempre é possível determinar com absoluta certeza sua verdadeira procedência.

- "Casa da mãe Joana" é um dito popular que faz parte do folclore de um povo.
Na época do Brasil Império, mais especificamente na época da menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária era justamente a Joana. Como eles mandavam e desmandavam no país, ficou a frase casa da mãe Joana como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

- Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva.

Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: "o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar." Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da—mãe–joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização.

Fonte: saladeaula.terapad.com

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Esperança

A Esperança quando morre
arrasta tudo
te deixa no chão
sem coração.

A Esperança quando morre
não te deixa viver
você sente desaparecer
sem ter como se esconder!


A Esperança quando morre
te deixa em pedaços
você vira farrapos
sem embaraço te faz sofrer.


A Esperança quando é viva
te entrega a luz
te devolve os dias
e o ar que tu respira.

A Esperança quando é viva
não deixa lagrimas nos olhos
mas um sorriso no rosto
e o peito cheio de alegria.


A Esperança quando viva
te devolve a vida
cheia de cores e som
para ser plenamente vivida.

A Esperança quando morre
deve ser ressuscitada
e não precisa fazer nada
basta acreditar que ela vai viver!

Elaine Crespo

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ah, Este Envelhecer!!

Envelhecer explodindo de vida, alimentando-se do prazer.

Envelhecer com os amigos, com os vizinhos, sem importar-se muito com o dogma e a sombra do preconceito.

Envelhecer na santa paz de Deus, com a genética que Ele nos deu, envelhecer com Fé. Fé, paciência divina, que sustenta o espírito e faz da alma um menino travesso, sapeca e feliz... Fé de um guerreiro e de um aprendiz.

Envelhecer com a saliva e o paladar presentes na boca, com as lágrimas banhando os olhos, com a pele banhada pelo sol e pela lua, envelhecer com um sorriso largo no rosto afável, envelhecer como o bem que se quis, enxergando-se à frente do nariz.

Envelhecer não é tão doloroso assim. Para alguns é o fim do mundo, e eu me pergunto: - O mundo tem fim?

Envelhecer é ganhar do tempo o tempo exato e lapidado para saber aproveitar, compartilhar, multiplicar todas as belezas e obras do sol nascente. Por que a sua idade mente?

Envelhecer é fazer da abobrinha o prato do dia e do açúcar a festa de domingo.

Envelhecer é comer pela manhã, exercitar o corpo à tarde e relaxar ao anoitecer. É ir a praia, ao mercadinho, é ver novela, é ir ao cinema, ao shopping, é estar perto do que temos direito, é ser livre, é valorizar a pátria das células, o sangue que transita nas veias, e controlar a oxidação dos tecidos.

Envelhecer é trazer no peito a medalha dos filhos, dos netos, dos bisnetos... é ver a cegonha várias vezes por ano, milhares de vezes sobrevoando o céu.

Envelhecer é dar o colo confortável, o ombro, o abraço, o beijo apaixonado na face de um mimo querido.

Saber envelhecer é qualquer carinho!

O que são as doenças? Elas dão na gente e não nas pedras, dizia a minha avó. Nunca escolhe o dia mais certo ou o mais errado para chegar e nem mesmo bate a nossa porta como uma convidada exemplar. Doença é coisa de velho... você tem certeza do que fala ou pensa???. Cuidado com a sua crença. O controle da mente, a vontade de existir, a mão firme mesmo que frágil, um dia menos triste, espanta qualquer vírus, nos livra da maca, do convênio e da emergência.

Envelhecer é estar de bem com as árvores, é ver o pássaro colorido, é respeitar o tempo da felicidade, é gostar-se como se gosta dos amigos.

Envelhecer é cantar, dançar, acreditar na sabedoria.

Envelhecer é algo que me anima, possui ritmo e melodia. É experimentar prazeres e galgar descobertas.

Ah, este envelhecer transformou-se em arte, Van Gogh, Monet, Sinatra.

Envelhecer é dar bombom aos netos, é brindar a tecnologia.

Meu avô, minha avó... Velhos amados, que eu pude ter.

Estar velho, antigo, idoso seja qual for o nome dado, importa muito pouco o rótulo. Importa muito mais a garantia de vida. Os hormônios, a atividade física, são recursos que podemos optar sem desmerecê-los. O sexo está no desejo e devemos a ele saciar.

Amigos, aproveitem, envelheçamos sem preconceitos, quero vê-los na casa dos 90 com os nossos 30, 40, 50 e etc.

Quero estar onde vocês estiverem, com ou sem rugas, com ou sem cabelos brancos, mas repletos de paz e alegria!

A vida não se aprende nas cartilhas, ela está em nossas mãos!

Envelhecer exige acima de tudo perseverança e muita paixão.

Andréia Abdalla

terça-feira, 9 de março de 2010

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Fonte: suapesquisa

sábado, 6 de março de 2010

Orcas Baleias Assassinas??

Acredito que as baleias orcas não são ameaça ao homem porém o homem que é para elas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! . E esses parques tematicos? deveriam ser abolidos, detesto espetáculos que envolvam animais.. Infelizmente existem trágicos acidentes envolvendo treinadores de Orcas, mas, o animal não sabe que os seres humanos precisam subir a superficie para respirar...
Mirtes

Apesar de chamadas de “assassinas”, não há registro algum de ataque de orcas a seres humanos no seu meio natural. A má fama desse mamífero de cinco toneladas deve-se, na verdade, a um mal entendido. Quando os mergulhadores e baleeiros descobriram que as orcas, que vivem e comem em grupos de até 50 indivíduos, atacam baleias de diferentes espécies, as chamaram de “assassinas de baleias”, apelido que acabou virando “baleia assassina”. A orca, que na verdade é uma espécie de golfinho – ambos pertencem à mesma família – pode medir até 9,5 metros. Sua coloração negra no dorso ajuda a camuflá-la com o fundo do mar, enquanto que a barriga branca a confunde com a luz do sol, que vem da superfície, para quem a vê de baixo.

Fonte:www.vocesabia.net

Aborígene

Os Aborígenes da Austrália foram simplesmente levados à beira da extinção pelos colonizadores Ingleses, e hoje representam somente 1% da população, ou seja, cerca de 200 mil. Quando o Inglês chegou na Austrália, haviam mais de 300 mil Aborígenes, que habitavam o continente há mais de 25 mil anos (provado através de testes de carbono 14 em pinturas em pedras). Provavelmente nessa época, a Austrália era ligada à Nova Guiné e era muito mais verde e menos desértica do que hoje, incluindo vários rios caudalosos que se transformaram em córregos ou desapareceram.

Por volta de 1965 a população de Aborígenes puros chegou à pouco mais de 40 mil, pois foram literalmente massacrados pelos colonizadores e expulsos das terras produtivas, migrando para regiões desérticas ou para o Norte da Austrália. (um Inglês de pele clara e acostumado com clima frio, teria dificuldades em se adaptar ao calor infernal de quase 50 graus). Os Aborígenes são extremamente espiritualistas, e no início da colonização (1770) eram tão primitivos que não conheciam o metal. Os artefatos eram feitos ou de madeira, de pedra, ou de osso de animais. Aliás, o Boomerang, não era primariamente um instrumento de caça, e sim um brinquedo para divertimento nas aldeias esculpido na madeira que também era ultilizado algumas vezes como arma, mas o principal instrumento de caça Aborígene era mesmo a lança.

Curiosidade: É muito dificil encontrar nos dias de hoje, um Australiano que saiba jogar um Boomerang, apesar de serem vendidos em qualquer loja de Souvenir.

Por volta de 1806, o racismo dos colonizadores e soldados, chegou à um ponto que além de violar os locais sagrados, os caçavam que nem Cangurus, pelo puro prazer de um troféu. Os soldados das forças armadas da Coroa, visitavam localidades Aborígenes com o intuito de fazer amizade, oferecendo presentes, artefatos e outras coisas de interesse da aldeia. Na verdade, enquanto a alegre festa acontecia, outros soldados envenenavam com arsênico a comida e toda a agua potável que eles tinham. Vilas inteiras incluindo crianças foram varridas do mapa pelo uso de arsênico. O Rum, primeiramente importado da Inglaterra, era oferecido gratuitamente para aldeias Aborígenes, pois os Ingleses sabiam que eles tinham o hábito de beber sem parar por até uma semana consecutiva, até que o coma alcólico ocorresse. Os Ingleses se aproveitavam também do estado de embreaguês dos Aborígenes, para incitar guerras entre aldeias e deixar que eles mesmo se aniquilassem.

Mais tarde, os Aborígenes foram recrutados para trabalhar em fazendas de gado. O pagamento era ridículo comparado ao de um branco. Primeiro os fazendeiros alegavam que os Aborígenes não tinham intimidade com os cavalos (o que era verdade pois eles eram nômades e andavam sempre a pé), depois havia o problema do estilo de vida Aborígene, totalmente comungado com o meio ambiente e a natureza. Na verdade eles nem mesmo entendiam o porque de trabalhar criando vacas, pois a terra e o mar proporcionavam todo o sustento de que necessitavam. Eram tidos como vagarosos e insolentes, porém eram os únicos que aceitavam 2 libras de pagamento por semana, enquanto os brancos não aceitavam menos de 9. Somado a isso, os Aborígenes suportavam tranquilamente o calor, por ter pele bastante negra, ou cor de chocolate, enquanto o branco virava camarão frito com bolhas e queimaduras de sol.

Curiosidade: Nos dias de hoje, muitas fazendas ainda contratam peão-boiadeiro, porém as grandes fazendas devido as grandes extenções, usam helicópteros ou motorcicletas para tocar o gado.

Nos anos 1900 e alguma coisa, com a Austrália já independente da Inglaterra, mas ainda em plena discriminação racial contra qualquer indivíduo que não fosse de descendência Inglesa, um escândalo ainda maior aconteceu contra os Aborígenes. O Fato é conhecido como "The Lost Generation" ou a geração perdida, onde crianças Aborígenes eram adotadas e sumiam de suas aldeias para nunca mais serem vistas novamente. O Objetivo era de quebrar moralmente e psicologicamente qualquer tentativa Aborígene de interferência na vida e na política dos brancos. Recentemente John Howard, primeiro ministro da Austrália, lamentou publicamente este fato, mas não quis pedir desculpas oficiais. (Iria acarretar em milhões de Dólares em indenizações para as famílias ou seus descendentes).

Felizmente a coisa mudou e várias leis anti-discriminação foram introduzidas pelo governo para toda a Austrália. Discriminação racial passou a ser um crime muito sério, com punições severas, apesar de ainda existirem racistas de boca fechada. Para os Aborígenes de hoje, o governo instituiu um mundo de ajudas, facilidades e previlégios que o Australiano comum não tem. Apesar de muitos Aborígenes estarem bastante integrados na sociedade atual, incluindo forte atuação na política, nas artes, em todas as áreas de trabalho, e direito ao voto, a maioria ainda continua vivendo isoladamente em terras e regiões longe das grandes cidades. Infelizmente, parece que o passado ainda não foi totalmente esquecido por muitos deles que ainda se embreagam dias a fio.

Essa é uma história muito triste de tempos remotos com conseguências no presente e difícil de ser esquecida, mas o importante é que tanto o governo quanto a população incluindo os Aborígenes, estão superando esses fatos, e construindo um fututro com justiça e igualdade para todos os habitantes da Austrália.

Fonte: www.yesaustralia.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

A História da Calcinha







O que as mulheres de diferentes épocas tinham por baixo da roupa.

1800
Primeiro modelo de calcinha
Surgidos na França, os calções ou pantaloons ficavam abaixo do joelho ou até o tornozelo e eram feitos de um tecido semelhante ao das meias

1900
Combinações
A silhueta curvilínea pedia roupas de baixo menos volumosas. As combinações entre ceroulas e camisolas tornaram-se muito populares

1914 - 1918
Calçolas de tango
Para dançar o estilo mais popular na época da Primeira Guerra Mundial, foi necessária a confecção de calçolas especiais, que permitiam uma movimentação livre e desimpedida

1920
Camibocker
O conjunto de camisola de baixo e calçola em seda com botões nas costas era feito sob encomenda. O hábito de encomendar roupas de baixo sob medida era encorajado pelas lojas finas

1927
Baby-doll
Depois do fim da Primeira Guerra, as peças íntimas se tornaram mais leves e coloridas. Surgiram os modelos baby-doll: a antiga camisola de baixo e as calcinhas unidas numa única peça íntima

1940 - 1950
Caleçon
A modelagem mais usada nessa época era o caleçon, que, modificado, continua fazendo sucesso até hoje

1980 - 1990
Renda, seda, fio dental...
A partir da década de 1980, surgem as calcinhas mais elaboradas. Depois disso, o limite é a imaginação. O modelo ciclista da ilustração, da década de 1990, é ecológico.

Fonte: Rosemary Hawthorne (historiadora de moda)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Déjà vu

Eu já passei po isso, e vocês?
Mirtes

Déjà vu é uma reacção psicológica fazendo com que sejam transmitidas idéias de que já esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo. O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, já visto.

Sabe-se que nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? - essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu. Eu posso até me sentir um pouco confuso, ou indeciso, ou triste por sentir que minha memória já não tem a limpidez de outros tempos, mas isso é natural; o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu; estranho (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a cena que parece familiar não deveria sê-lo. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do indivíduo poder, nestas circunstâncias, experimentar esta estranha sensação de já ter vivenciado o que lhe ocorre, e além disso, também poder relatar (antes de uma observação) quais serão os acontecimentos seguintes que se manifestarão nesta sua experiência.

No entanto, sabe-se que o uso pode mudar o significado das palavras, seja para ampliá-lo, seja para restringi-lo. Embora se possa lamentar algumas dessas mudanças (nos casos em que se gostasse mais do significado primitivo, originário), é preciso ver, nesse processo de mutação semântica, um fator extremamente benéfico e enriquecedor do idioma. Colocando em termos bem concretos: os dicionários engrossam não apenas pelos novos vocábulos que entram no léxico, mas também (e principalmente) pelos novos significados que são acrescidos aos verbetes já existentes. Quando a expressão déjà vu saiu das publicações especializadas em neurologia e psicologia para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal ("já visto"), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade. É nesse sentido que escreveu um conhecido comentarista político: "Assistir à instalação na nova CPI trouxe-me uma triste sensação de déjà vu" -, um lamento que equivale à forma popular "eu já vi esse filme".

Parece que o deslizamento semântico da expressão ainda não estabilizou: já há quem use a expressão para designar simplesmente uma situação que está acontecendo pela segunda vez: "Eu não fiquei embaraçado com a cena, porque para mim ela já era um déjà vu". No filme Matrix, Keanu Reeves vê, com um intervalo mínimo, um gato passar duas vezes por uma porta, e descreve o fato como um déjà vu - aqui num emprego ainda mais distante do primitivo, pois designa o fato de ele realmente ter visto uma coisa acontecer duas vezes. Com essa atual indefinição de significados, recomenda-se cercar de todas as cautelas possíveis o uso desta expressão, pois nada assegura que os leitores vão entendê-la da mesma forma que quem a escreveu.

Os especialistas reagem contra a limitação do "vu", que restringiria ao mundo do que pode ser "visto", e já soltaram por aí formas paralelas que fariam referência mais específica aos vários tipos de situação: "déjà véanus" ("já vivido"), "déjà lu" ("já lido"), "déjà entendu" ("já ouvido"), "déjà visité" ("já visitado") - o que pode um dia acarretar um "déjà mangé" ("já comido") ou um "déjà bu" ("já bebido").

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 2 de março de 2010

Meu Mundo é Violeta...

O mundo estará sempre
da cor que você olhar!
Ontem estava escuro
e parecia que ficaria assim eternamente.
Até pensei que não haveria mais luz para iluminar.
Mais nada define os momentos
e cada dia é diferente!

Hoje acordo e tudo mudou.
O mundo estar violeta e contente.
Nem parece que foi tão diferente!
Sentir o sol na pele, o vento no rosto
Vi algumas pessoas felizes e outras infelizes
mais todas de forma diferente!

Pensei que iria ao fundo poço
e vi a luz no fim do tunel apagar.
Mais coloquei a minha luz pra iluminar!
E acendeu uma luz diferente
destas que vem da gente
e nunca vai apagar!

Esqueci de tudo de ontem,
antes de ontem e de antes de ontem ontem...
Pude então enxergar
quanto fui boba em dar valor
a pessoas que vivem suas vidas
sem olhar as cores que estão ao seu redor!

Agora meu mundo é violeta
solto das amarras e das antigas canções!
Agora vou esquecer o ontem
vou viver o hoje
e ter um belo amanhã!

Por/ Elaine Crespo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Canção na plenitude

Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)

O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.

Lya Luft

Maturidade

Maturidade é o poder de controlar a raiva e de resolver problemas sem violência e destruição.
Maturidade é paciência.
É disposição para abrir mão de um prazer imediato com vistas a uma vantagem a longo prazo.
Maturidade é perseverança.
É empenhar-se fundo em um trabalho, a despeito da oposição dos contratempos desalentadores.
Maturidade é abnegação.
É atender as necessidades alheias.
Maturidade é a capacidade de enfrentar o desagradável e a decepção, sem se tornar amargo.

Brahma Kumaris