sábado, 3 de abril de 2010
Síndrome de Gérson
Uma efermidade comum aos brasileiros.
Infelizmente a sociedade brasileira se caracteriza pelo estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que com isso atropele conceitos e pessoas. Em nosso país, é muito comum percebermos nos cidadãos, atitudes onde o que se privilegia é o próprio umbigo. Do pequeno ao grande, do pobre ao rico, o que é importa é levar vantagem, ainda que com isso, alguém tenha que sair prejudicado.
Boa parte dos brasileiros a muito foram acometidos por uma enfermidade letal, a “gersonite aguda”. Para os que se lembram, por volta de 1970 existia uma propaganda vinculada em rede de TV sobre os cigarros Vila Rica, na qual o ex-jogador da seleção brasileira Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que esta marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras. E no final do comercial Gérson zombeteiramente dizia: "Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?” Com o passar dos anos a propaganda captou um elemento de identificação que estava no imaginário popular. O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou da falta dela. Ora, por fatores dos mais diversos, a sociedade brasileira vem vivendo há muitos anos debaixo de uma enorme crise moral e relacional. As Câmaras municipais, as Assembléias Legislativas, o Congresso Nacional, além do poder executivo e judiciário, estão cheios de pessoas contaminadas pelo vírus da indecência, o qual tem corrompido significativamente as estruturas da nação.
A “Gersonite Aguda” é uma doença grave a qual tem por principal sintoma a corrupção. Basta olharmos para cada canto deste país que perceberemos que vivemos debaixo de uma gravíssima pandemia relacional. Já em 1832, o naturalista Charles Darwin, em sua visita ao Brasil, declarava que o brasileiro era altamente corrupto.
A corrupção relaciona-se intimamente com a “gersonite aguda” e isto se percebe nitidamente nas atitudes do cidadão comum, senão vejamos: Ao receber o troco errado, em vez de devolver o que não lhe pertence, é comum o cidadão guardar no bolso o dinheiro a mais recebido no caixa do supermercado; em época de eleição, negocia-se o voto em troca de benesses e privilégios pessoais. Ora, não tenho a menor dúvida de que nossa sociedade encontra-se mortalmente adoecida e que práticas como estas, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar ou ser subornado por alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.
Como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica neotestamentária jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre ganhamos.
Renato Vargens
Detalhe: o criador da propaganda dos cigarros Vila Rica também é responsável pela campanha, veiculada décadas depois, "O melhor do Brasil é o brasileiro", voltada para o resgate da auto-estima nacional.
Egoísmo...
O egoísta ri quando seus apegos e desejos são satisfeitos e, na mesma medida, se deixa abater com o que não gosta. Atrás de tudo há um ego querendo poder, prazer e status. O resultado é uma desgraceira geral. Só podemos vencer essa doença por meio da 'humildação'. Quando nos humildamos, reduzimos o ego e ficamos mais pertinhos uns dos outros.
Hermógenes
Hermógenes
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Correr Risco
Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (orador romano)
Por que não arriscar?
Feliz Páscoa para todos!!
Mirtes
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (orador romano)
Por que não arriscar?
Feliz Páscoa para todos!!
Mirtes
domingo, 28 de março de 2010
Absinto
Absinto" é uma bebida destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.
É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.
Aparência e consumo:
Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro.
Criada originalmente como infusão medicinal pelo médico francês, com uma porcentagem de álcool muito elevada de 40% e 85%, na Belle epoque tornou-se a bebida da moda, contando com certo poder alucinógeno da planta Artemisia absinthium que a integrava e que deu nome à bebida.
Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.
Proibição:
Na Europa do início do século XX o absinto pode ser considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de sáude, inclusive mentais, tais como: epilepsia, impotência, tuberculose, sífilis, suicido e loucura.
Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na ocasião. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.
Na Suíça, considera-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da "fada verde". Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto eram produzidos na França. O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00 da noite.
Além dos males causados à saúde popular, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de outros tipos de álcool e de absinto. Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíca, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição. Aplicada em 1910, a lei proibiu o absinto na Suíça. Outros países seguiram e em 1913 os EUA e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Portugal, Dinamarca e Inglaterra ainda era permitido o consumo, desde que a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.
Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54ºGL.
Fonte: Wikipédia
É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.
Aparência e consumo:
Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro.
Criada originalmente como infusão medicinal pelo médico francês, com uma porcentagem de álcool muito elevada de 40% e 85%, na Belle epoque tornou-se a bebida da moda, contando com certo poder alucinógeno da planta Artemisia absinthium que a integrava e que deu nome à bebida.
Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.
Proibição:
Na Europa do início do século XX o absinto pode ser considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de sáude, inclusive mentais, tais como: epilepsia, impotência, tuberculose, sífilis, suicido e loucura.
Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na ocasião. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.
Na Suíça, considera-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da "fada verde". Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto eram produzidos na França. O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00 da noite.
Além dos males causados à saúde popular, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de outros tipos de álcool e de absinto. Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíca, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição. Aplicada em 1910, a lei proibiu o absinto na Suíça. Outros países seguiram e em 1913 os EUA e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Portugal, Dinamarca e Inglaterra ainda era permitido o consumo, desde que a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.
Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54ºGL.
Fonte: Wikipédia
sexta-feira, 26 de março de 2010
Motivos.
Quando o orvalho escorregar da pétala de uma rosa - é um motivo!
Quando um pássaro emplumar seu alto vôo - é um motivo.
Quando teus passos ganharem a distância dos caminhos - é um motivo.
Quando teus lábios desejarem beijos - é um motivo.
Quando teu corpo estremecer de frio e desejo - é um motivo.
Quando o ar te faltar e buscares o meu - é um motivo.
Quando a tristeza chegar e pedires minhas alegrias - é um motivo.
Quando teus olhos avistarem estrelas nos véus da noite:- é um motivo.
Quando teus gritos emudecerem e encontrares a minha voz - é um motivo.
Quando as portas se fecharem para ti e um novo abrigo surgir - é um motivo.
Quando não mais souberes fazer poesia - é um motivo.
Quando as chuvas intempestivas invadirem teu barraco - é um motivo.
Quando as lembranças da infância te cercarem - é um motivo.
Quando a dor anunciar um sofrimento maior - é um motivo.
Quando todos os motivos não puderem resolver os teus problemas
E restar, uma palavra boa, um doce sentir e uma promessa de afeto,
Terás motivos para reconstruir o teu mundo e sorrir novamente.
Afinal, simbolizas o mais belo motivo,
O motivo de todos os motivos!
Lúcia Helena Pereira
Quando um pássaro emplumar seu alto vôo - é um motivo.
Quando teus passos ganharem a distância dos caminhos - é um motivo.
Quando teus lábios desejarem beijos - é um motivo.
Quando teu corpo estremecer de frio e desejo - é um motivo.
Quando o ar te faltar e buscares o meu - é um motivo.
Quando a tristeza chegar e pedires minhas alegrias - é um motivo.
Quando teus olhos avistarem estrelas nos véus da noite:- é um motivo.
Quando teus gritos emudecerem e encontrares a minha voz - é um motivo.
Quando as portas se fecharem para ti e um novo abrigo surgir - é um motivo.
Quando não mais souberes fazer poesia - é um motivo.
Quando as chuvas intempestivas invadirem teu barraco - é um motivo.
Quando as lembranças da infância te cercarem - é um motivo.
Quando a dor anunciar um sofrimento maior - é um motivo.
Quando todos os motivos não puderem resolver os teus problemas
E restar, uma palavra boa, um doce sentir e uma promessa de afeto,
Terás motivos para reconstruir o teu mundo e sorrir novamente.
Afinal, simbolizas o mais belo motivo,
O motivo de todos os motivos!
Lúcia Helena Pereira
segunda-feira, 22 de março de 2010
Desconstruções
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
Martha Medeiros
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
Martha Medeiros
Juca Mulato
Dava gosto ver, o Juca Mulato,
De machado em punho derrubando a mata,
Cada golpe forte que ele desferia,
O cedro chorava e a mata tremia
Mas o Juca Mulato, gostava da Rosa,
Porém a Rosinha com um outro casou,
E nessedia seu braço tremeu,
A mata cresceu e o machado enferrujou
Depois deu pena ver, o Juca Mulato,
De arado parado e terra por virar,
No rancho do Juca o fogo apagado,
Só pinga não faltava e nem podia faltar
Faz agora um mês, que o Juca morreu,
A saudade constante o pobre venceu,
Mas todas as tardes a Rosa formosa,
Sobre a campa do Juca, vai por outra rosa.
Composição: Adelino Moreira (Nelson Gonsalves, gravou)
E, na noite estival, arrepiadas, as plantas
tinham na negra fronde, umas roucas gargantas
bradando, sob o luar opalino, de chofre:
"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre…
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!
Menotti Del Picchia
Fonte: pt.shvoong.com
De machado em punho derrubando a mata,
Cada golpe forte que ele desferia,
O cedro chorava e a mata tremia
Mas o Juca Mulato, gostava da Rosa,
Porém a Rosinha com um outro casou,
E nessedia seu braço tremeu,
A mata cresceu e o machado enferrujou
Depois deu pena ver, o Juca Mulato,
De arado parado e terra por virar,
No rancho do Juca o fogo apagado,
Só pinga não faltava e nem podia faltar
Faz agora um mês, que o Juca morreu,
A saudade constante o pobre venceu,
Mas todas as tardes a Rosa formosa,
Sobre a campa do Juca, vai por outra rosa.
Composição: Adelino Moreira (Nelson Gonsalves, gravou)
E, na noite estival, arrepiadas, as plantas
tinham na negra fronde, umas roucas gargantas
bradando, sob o luar opalino, de chofre:
"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre…
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!
Menotti Del Picchia
Fonte: pt.shvoong.com
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