O lacrosse é um jogo de campo, com uma raquete e uma bola, que teve origem em um jogo dos índios norte-americanos. Como a raquete se pareceia com uma cruz, os colonos franceses batizaram o jogo de "La Crosse" ("a cruz", em francês).
Apesar de ter tido um passado de sangue (veja "A história sangrenta", abaixo), o lacrosse amadureceu como um jogo pacífico. Ele é jogado desde o século XV e, dos EUA, se espalhou pela Europa no início do século XIX. Colonizadores e índios jogavam entre si, e novas regras começaram a ser criadas. Hoje, o lacrosse é ainda muito popular em países como Inglaterra, Canadá e EUA.
São dois times, com dez jogadores de cada lado, em um campo de 100 a 110 metros de comprimento. Cada time tem que marcar pontos atirando a bola no gol adversário com a raquete. Hoje, ela tem 90cm de comprimento e uma rede triangular em uma das pontas, com a qual se deve apanhar a bola.
Antes do jogo, os adversários ficam de frente uns para os outros, enfileirados no centro do campo. No passado, isso era necessário porque muitos jogadores iam jogar usando bastões e sapatos fora do padrão autorizado. Assim, uma revista final em todos antes do jogo era essencial!
Uma história sangrenta
Esta história aconteceu logo depois do Tratado de Paris, quando os franceses concordaram em ceder o Canadá, terra que eles achavam que era deles, aos ingleses.
Conta-se que os ingleses roubavam a terra dos índios, matavam seus animais e derrubavam suas florestas. Os índios começaram a sentir ódio por esses novos colonos e aguardaram uma chance de se vingar.
Um dia, na festa de aniversário do rei inglês Jorge III, o grande "Pontiac", chefe dos Ottawa, planejou usar o jogo para vencer os ingleses. Os índios organizaram o jogo bem junto à fortificação dos soldados. Estes, para ver melhor, acabaram abrindo as portas do forte e se aproximaram do campo. Parecia seguro, porque os índios só seguravam raquetes. À beira do campo, suas mulheres estavam sentadas usando pesadas mantas, apesar de ser um dia bem quente. Mas os soldados não estranharam, pois acharam que era assim que elas se vestiam...
De repente, a um sinal, os indígenas largaram suas raquetes e suas mulheres largaram suas mantas, debaixo das quais estavam escondidas as armas. Os guerreiros pegaram os soldados de surpresa e, rapidamente, mataram a todos, dentro e fora do forte. Dizem que apenas três soldados escaparam da chacina.
Fopnte: mingaudigital.com.br
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Movimento dos barcos
Estou cansado e você também
Vou sair sem abrir a porta
E não voltar nunca mais
Desculpe a paz que eu lhe roubei
E o futuro esperado que eu não dei
É impossível levar um barco sem temporais
E suportar a vida como um momento além do cais
Que passa ao largo do nosso corpo
Não quero ficar dando adeus
As coisas passando, eu quero
É passar com elas, eu quero
E não deixar nada mais
Do que as cinzas de um cigarro
E a marca de um abraço no seu corpo
Não, não sou eu quem vai ficar no porto
Chorando, não
Lamentando o eterno movimento
Movimento dos barcos, movimento
(Jards Macalé e Capinan)
Vou sair sem abrir a porta
E não voltar nunca mais
Desculpe a paz que eu lhe roubei
E o futuro esperado que eu não dei
É impossível levar um barco sem temporais
E suportar a vida como um momento além do cais
Que passa ao largo do nosso corpo
Não quero ficar dando adeus
As coisas passando, eu quero
É passar com elas, eu quero
E não deixar nada mais
Do que as cinzas de um cigarro
E a marca de um abraço no seu corpo
Não, não sou eu quem vai ficar no porto
Chorando, não
Lamentando o eterno movimento
Movimento dos barcos, movimento
(Jards Macalé e Capinan)
quarta-feira, 7 de abril de 2010
"ENTÃO, CANCELA!"
CASO 1
Eu liguei pro Real Visa e pedi pra diminuírem a anuidade, que ia pra 4 x 24 reais. A atendente disse que era impossível.
Eu disse:
-Então, cancela!
Ela respondeu:
- Mas senhor, o cartão é um cartão bom demais, etc.
Eu disse:
- Não vejo motivo pra pagar 100 merréis por ano pra pagar minhas contas com um pedaço de plástico.
Ela disse:
- Mas senhor, nosso produto é diferenciado. Não podemos abaixar o valor.
Eu disse:
- Então, cancela!
Aí ela disse:
- Espere um minuto, por favor.
Voltou com a boa nova:
- Senhor, podemos deixar pelo valor que está, 4 x 16 reais. Eu disse:
- Então, cancela!
Ela respondeu:
- Espere um minuto, por favor.
Mais uma vez:
- Senhor, podemos deixar por 3 x 16 reais.
Eu disse:
- Não quero. Cancela.
Ela novamente disse:
- Espere um minuto, por favor... Senhor, podemos deixar então por 2 x 16.
Aí, eu concordei. Mas tive a impressão que poderia sair dessa negociação com o Real Visa me pagando pra usar aquela merda...
CASO 2
A TVA reajustou os preços. Eu disse que não ia pagar aumento nenhum. A atendente respondeu:
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada.
O que que eu fiz? Liguei pra Net e assinei com eles.
Liguei pra TVA e disse:
- Cancela!
A atendente robótica disse:
- Senhor, espere um minuto... O senhor não precisa cancelar. Manteremos o preço como está.
Respondi:
- Agora eu não quero, só estão me isentando do aumento porque eu estou cancelando!
Eles ficaram desesperados, porque eu estava cancelando 2 pontos de pacote total e mais a internet de alta velocidade.
Abaixo seguem as propostas que eles continuaram fazendo e as minhas respostas:
- Isenção de uma mensalidade
- Cancela!
- Isenção de duas mensalidades
- Cancela!
- Manutenção de apenas 1 ponto mais desconto permanente de mensalidade.
- Cancela!
- Manutenção de 1 ponto com pacote reduzido mais desconto permanente.
- Cancela!
- Proposto acima com inclusão de HBO e mais algumas mensalidades reduzidas com internet de alta velocidade.
- Cancela! Cancela! Cancela!
Cancelei, e agora pago mais barato!
CASO 3
Quarta eu fui jantar num restaurante, e esqueci meu celular lá. No dia seguinte, eu liguei pra Vivo e pedi que desligassem o número por segurança, até eu recuperar o aparelho.
A atendente disse, naquela língua do gerúndio odiosa:
- Senhor, estaremos cobrando uma taxa de 24 reais.
Eu me indignei:
- Como é? Eu pago 60 reais pra usar o mês inteiro, e vou pagar 24 reais pra NÃO usar o celular por três dias?
Ela respondeu que não tinha jeito.
O que que eu disse?
- ENTÃO, CANCELA!
Aí ela disse:
- Senhor, um minuto que eu vou estar lhe passando pra outro setor.
Atendeu uma outra mulher que disse que eu "poderia estar fazendo o cancelamento sem estar sendo cobrado pelo serviço."
Eu respondi que se ela estivesse fazendo isso eu ia estar agradecendo.
De qualquer maneira, comprei um celular da Tim (125 minutos por 55 reais) e vou dar um chute nessa Vivo semana que vem.
Vai ser divertido ver eles implorarem.
MORAL:
Entenderam?
Não esqueçam as palavras mágicas: 'Então, cancela!'
Mário Prata
Eu liguei pro Real Visa e pedi pra diminuírem a anuidade, que ia pra 4 x 24 reais. A atendente disse que era impossível.
Eu disse:
-Então, cancela!
Ela respondeu:
- Mas senhor, o cartão é um cartão bom demais, etc.
Eu disse:
- Não vejo motivo pra pagar 100 merréis por ano pra pagar minhas contas com um pedaço de plástico.
Ela disse:
- Mas senhor, nosso produto é diferenciado. Não podemos abaixar o valor.
Eu disse:
- Então, cancela!
Aí ela disse:
- Espere um minuto, por favor.
Voltou com a boa nova:
- Senhor, podemos deixar pelo valor que está, 4 x 16 reais. Eu disse:
- Então, cancela!
Ela respondeu:
- Espere um minuto, por favor.
Mais uma vez:
- Senhor, podemos deixar por 3 x 16 reais.
Eu disse:
- Não quero. Cancela.
Ela novamente disse:
- Espere um minuto, por favor... Senhor, podemos deixar então por 2 x 16.
Aí, eu concordei. Mas tive a impressão que poderia sair dessa negociação com o Real Visa me pagando pra usar aquela merda...
CASO 2
A TVA reajustou os preços. Eu disse que não ia pagar aumento nenhum. A atendente respondeu:
- Senhor, infelizmente não podemos fazer nada.
O que que eu fiz? Liguei pra Net e assinei com eles.
Liguei pra TVA e disse:
- Cancela!
A atendente robótica disse:
- Senhor, espere um minuto... O senhor não precisa cancelar. Manteremos o preço como está.
Respondi:
- Agora eu não quero, só estão me isentando do aumento porque eu estou cancelando!
Eles ficaram desesperados, porque eu estava cancelando 2 pontos de pacote total e mais a internet de alta velocidade.
Abaixo seguem as propostas que eles continuaram fazendo e as minhas respostas:
- Isenção de uma mensalidade
- Cancela!
- Isenção de duas mensalidades
- Cancela!
- Manutenção de apenas 1 ponto mais desconto permanente de mensalidade.
- Cancela!
- Manutenção de 1 ponto com pacote reduzido mais desconto permanente.
- Cancela!
- Proposto acima com inclusão de HBO e mais algumas mensalidades reduzidas com internet de alta velocidade.
- Cancela! Cancela! Cancela!
Cancelei, e agora pago mais barato!
CASO 3
Quarta eu fui jantar num restaurante, e esqueci meu celular lá. No dia seguinte, eu liguei pra Vivo e pedi que desligassem o número por segurança, até eu recuperar o aparelho.
A atendente disse, naquela língua do gerúndio odiosa:
- Senhor, estaremos cobrando uma taxa de 24 reais.
Eu me indignei:
- Como é? Eu pago 60 reais pra usar o mês inteiro, e vou pagar 24 reais pra NÃO usar o celular por três dias?
Ela respondeu que não tinha jeito.
O que que eu disse?
- ENTÃO, CANCELA!
Aí ela disse:
- Senhor, um minuto que eu vou estar lhe passando pra outro setor.
Atendeu uma outra mulher que disse que eu "poderia estar fazendo o cancelamento sem estar sendo cobrado pelo serviço."
Eu respondi que se ela estivesse fazendo isso eu ia estar agradecendo.
De qualquer maneira, comprei um celular da Tim (125 minutos por 55 reais) e vou dar um chute nessa Vivo semana que vem.
Vai ser divertido ver eles implorarem.
MORAL:
Entenderam?
Não esqueçam as palavras mágicas: 'Então, cancela!'
Mário Prata
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Mandalas
Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.
Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.
A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que a imaginaram mentalmente construída numa detalhada estrutura tridimensional.
No processo da construção de uma madala, a arte transforma-se numa cerimônia religiosa e a religião transforma-se em arte. Quando a mandala está terminada, apresenta-se como uma construção extremamente coloria. Depois do ciclo é desmanchada, a areia é depositada, geralmente, na água. Apenas uma parte é guardada e oferecida aos participantes.
Um monge inicia a destruição desenhando linhas circulares com seu dedo, depois espalham a areia e a colocam em uma urna. Quando a areia é toda recolhida, eles apagam as linhas que serviram de guia à construção e despejam a areia nas águas do rio.
Fonte: Wiquipédia
"Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso Eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa Essência;
Mandala nos leva a Fonte Divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento"
Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. Uma vez que o plano arquitetônico do templo é obra dos deuses e se encontra no centro muito próximo deles, esse lugar sagrado está livre de toda corrupção terrestre. Daí a associação dos templos às montanhas cósmicas e a função que elas exercem de ligação entre a Terra e o Céu. Como exemplo, temos a enorme construção do templo de Borobudur, em Java, na Indonésia. Outros exemplos que podemos citar são as basílicas e catedrais cristãs da Igreja primitiva, concebidas como imitação da de Jerusalém Celeste, representando uma imagem ordenada do cosmos, do mundo.
A mandala como simbolismo do centro do mundo dá forma não apenas as cidades, aos templos e aos palácios reais, mas também a mais modesta habitação humana. A morada das populações primitivas é comumente edificada a partir de um poste central e coloca seus habitantes em contato com os três níveis da existência: inferior, médio e superior. A habitação para ele não é apenas um abrigo, mas a criação do mundo que ele, imitando os gestos divinos, deve manter e renovar. Assim, a mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus. Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.
Em termos de artes plásticas, a mandala apresenta sempre grande profusão de cores e representa um objeto ou figura que ajuda na concentração para se atingir outros níveis de contemplação. Há toda uma simbologia envolvida e uma grande variedade de desenhos de acordo com a origem.
Originalmente criadas em giz, as mandalas são um espaço sagrado de meditação. Atualmente são feitas com areia originárias da Índia. Normalmente divididas em quatro secções, pretende ser um exercício de meditação e contemplação. O objetivo da arte na cultura budista tibetana é reforçar as Quatro Nobres Verdades. As mandalas são consideradas importantíssimas para a preparação de iniciadores ao Budismo, de forma a prepará-los para o estudo do significado da iluminação.
O processo de construção de uma mandala é uma forma de meditação constante. É um processo bastante lento, com movimentos meticulosos. O grande benefício para os que meditam a partir da mandala reside no fato de que a imaginaram mentalmente construída numa detalhada estrutura tridimensional.
No processo da construção de uma madala, a arte transforma-se numa cerimônia religiosa e a religião transforma-se em arte. Quando a mandala está terminada, apresenta-se como uma construção extremamente coloria. Depois do ciclo é desmanchada, a areia é depositada, geralmente, na água. Apenas uma parte é guardada e oferecida aos participantes.
Um monge inicia a destruição desenhando linhas circulares com seu dedo, depois espalham a areia e a colocam em uma urna. Quando a areia é toda recolhida, eles apagam as linhas que serviram de guia à construção e despejam a areia nas águas do rio.
Fonte: Wiquipédia
"Mandala é círculo mágico;
Mandala é ponte para dimensões superiores;
Mandala é caminho a percorrer;
Mandala nos revela nosso Eu;
Mandala nos leva ao nosso centro;
Mandala nos leva a nossa Essência;
Mandala nos leva a Fonte Divina;
Mandala é energia e movimento;
Mandala é totalidade, integração e harmonia;
Mandala é o começo, o percorrer, o fim e o começo;
Mandala é morte e renascimento"
sábado, 3 de abril de 2010
Síndrome de Gérson
Uma efermidade comum aos brasileiros.
Infelizmente a sociedade brasileira se caracteriza pelo estilo de vida hedonista aonde o que importa é satisfazer prioritariamente suas vontades, independente de que com isso atropele conceitos e pessoas. Em nosso país, é muito comum percebermos nos cidadãos, atitudes onde o que se privilegia é o próprio umbigo. Do pequeno ao grande, do pobre ao rico, o que é importa é levar vantagem, ainda que com isso, alguém tenha que sair prejudicado.
Boa parte dos brasileiros a muito foram acometidos por uma enfermidade letal, a “gersonite aguda”. Para os que se lembram, por volta de 1970 existia uma propaganda vinculada em rede de TV sobre os cigarros Vila Rica, na qual o ex-jogador da seleção brasileira Gérson era o protagonista. A propaganda dizia que esta marca de cigarro era vantajosa por ser melhor e mais barata que as outras. E no final do comercial Gérson zombeteiramente dizia: "Você também gosta de levar vantagem em tudo, certo?” Com o passar dos anos a propaganda captou um elemento de identificação que estava no imaginário popular. O jargão usado na época se transformou então naquilo que hoje denominamos de lei de Gerson, a qual passou a funcionar como mais um elemento na definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou da falta dela. Ora, por fatores dos mais diversos, a sociedade brasileira vem vivendo há muitos anos debaixo de uma enorme crise moral e relacional. As Câmaras municipais, as Assembléias Legislativas, o Congresso Nacional, além do poder executivo e judiciário, estão cheios de pessoas contaminadas pelo vírus da indecência, o qual tem corrompido significativamente as estruturas da nação.
A “Gersonite Aguda” é uma doença grave a qual tem por principal sintoma a corrupção. Basta olharmos para cada canto deste país que perceberemos que vivemos debaixo de uma gravíssima pandemia relacional. Já em 1832, o naturalista Charles Darwin, em sua visita ao Brasil, declarava que o brasileiro era altamente corrupto.
A corrupção relaciona-se intimamente com a “gersonite aguda” e isto se percebe nitidamente nas atitudes do cidadão comum, senão vejamos: Ao receber o troco errado, em vez de devolver o que não lhe pertence, é comum o cidadão guardar no bolso o dinheiro a mais recebido no caixa do supermercado; em época de eleição, negocia-se o voto em troca de benesses e privilégios pessoais. Ora, não tenho a menor dúvida de que nossa sociedade encontra-se mortalmente adoecida e que práticas como estas, se entranharam em nossos hábitos e costumes, fazendo-nos achar que não existe nenhum mal em subornar ou ser subornado por alguém. Junta-se a isso o fato de que as relações interpessoais são egoístas, manipuladores e utilitárias. Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos atropelar conceitos, princípios e vidas.
Como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas. Na perspectiva bíblica neotestamentária jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre ganhamos.
Renato Vargens
Detalhe: o criador da propaganda dos cigarros Vila Rica também é responsável pela campanha, veiculada décadas depois, "O melhor do Brasil é o brasileiro", voltada para o resgate da auto-estima nacional.
Egoísmo...
O egoísta ri quando seus apegos e desejos são satisfeitos e, na mesma medida, se deixa abater com o que não gosta. Atrás de tudo há um ego querendo poder, prazer e status. O resultado é uma desgraceira geral. Só podemos vencer essa doença por meio da 'humildação'. Quando nos humildamos, reduzimos o ego e ficamos mais pertinhos uns dos outros.
Hermógenes
Hermógenes
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Correr Risco
Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (orador romano)
Por que não arriscar?
Feliz Páscoa para todos!!
Mirtes
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca (orador romano)
Por que não arriscar?
Feliz Páscoa para todos!!
Mirtes
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