quarta-feira, 9 de junho de 2010

Perfumes

Já falei do perfume do jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram delas. Não digo o nome também por segredo: é bom perfumar-se em segredo.

Clarice Lispector

terça-feira, 8 de junho de 2010

Um Lar para Voltar

Você já se deu conta da importância do seu lar?

Não nos referimos ao valor financeiro da sua casa, mas da importância do aconchego do lar.

Na correria do nosso dia-a-dia, muitos de nós não pensamos no que significa ter um lar para voltar ao final de um dia de trabalhos intensos e cansativos.

No entanto, o lar é a base segura de todos aqueles que possuem esse grande tesouro.

Existem pessoas que lutaram com dificuldades, passaram por necessidades de toda ordem, mas conseguiram êxito graças ao carinho e à dignidade dos pais que ofereceram suporte para vencer os obstáculos.

Por essa razão, o lar é indispensável como base para uma carreira de sucesso.

Não importa o tamanho da construção nem o material de que é feito, mas importa que seja um verdadeiro abrigo de amor, afeto e amizade.

Pode ser uma mansão ou um casebre...

Um bangalô, ou um barraco singelo...

Pode faltar o pão, mas não deve faltar o abraço de ternura de uma mãe dedicada...

Pode faltar uma cama confortável, mas não deve faltar os braços fortes de um pai que ampara e orienta...

Pode faltar o luxo, mas não deve faltar o toque delicado de uma mãe caprichosa.

Pode faltar muita coisa, mas não pode faltar o diálogo amigo que estreita os laços e se faz ponte de entendimento em todas as situações.

A casa pode ser frágil e não oferecer resistência contra a chuva fria, mas o lar deve ser bastante resistente para suportar as investidas de todos os tipos de vícios.

A construção pode balançar com rajadas de ventos fortes, mas o lar deve se manter firme mesmo diante das investidas mais ásperas da indignidade e da desonra.

Se você nunca havia pensado nisso, pense agora.

Quando chega no fim de um dia cansativo, desgastante, e você, vencido pelo cansaço, avistar seu lar de portas abertas e uma pessoa que você ama de braços abertos para dizer:

- Olá! Como foi seu dia?

Você perceberá como é importante poder voltar para casa.

Com chuva ou com sol, lá está o nosso lar para nos acolher e nos dar abrigo.

Por essa razão, valorizemos esse refúgio seguro no qual passamos a maior parte de nossas vidas, valorizando também aqueles que compartilham conosco desse pequeno clube e fazendo com que ele possa ser um verdadeiro porto seguro.

Autor desconhecido

Dando as regras

“Eu quero um namorado, não um dono.” Uma grande amiga me disse apenas isso como justificativa para o fim do seu namoro de seis meses.
Se doeu, feriu, deu raiva ou alívio, ela não detalhou, mas foi o suficiente pra que eu entendesse que sua liberdade é a maior prioridade num namoro.
Liberdade é um assunto que quando cogitados na atmosfera romântica, se distorce e vira outra coisa, soa como promiscuidade.
Tirar um domingo pra caminhar sozinha é motivo de desconfiança. Sair apenas com as amigas é crime sem direito a fiança. Ao menor sinal, radares com sérios problemas de miopia apontam em sua direção e antes que você chame um advogado ou testemunha, já está sentenciada e cumprindo pena. Não é à toa que muita gente compara relacionamento com prisão. Neste caso, a asfixia é a mesma.
O conceito é este: juntos, quer dizer, fundidos. As opiniões individuais caem fora, e nesta hora um dos dois tem que se anular, adaptar-se às opiniões do outro. Nesse estágio, as vontades não são mais distintas e não compreende mais as duas partes. “Nós” é singular.
A fórmula não costuma variar muito, levam a dois finais mais que previsíveis: Em um deles. a mocinha perde amigos, opinião, liberdade e independência. Ganha um namorado, mas isto não quer dizer que ela tem companhia. Então ela se lamenta e até pensa em acabar, mas lhe falta coragem, e tendo em vista as perdas, se agarra a única coisa que acredita ter.
O outro final é a separação. É um pouquinho de dor, mas paga a vista. Ela vai chorar, mas em pouco tempo, já estará em cena de novo, com direito a par romântico e nova personagem.
Minha amiga quer um namorado, não um dono. Ela quer companhia, não uma presença asfixiante. Ela quer alguém que enxergue ela com todas as cores, e não apenas o cor de rosa. Ela quer um espaço onde ela possa opinar, continuar pagando suas contas. Ela quer manter as mesmas amizades, formar outras tantas. Ela quer, entre tudo isso que falei, alguém que a veja como um ser humano dotado de qualidades e características marcantes, que a aceite inteira e não tenha a menor pretensão de muda-la ou convence-la a isso.
Minha amiga caiu fora a tempo, mas eu sei que muitos e muitas ainda estão desfilando com suas focinheiras, sendo guiados pela insegurança e possessividade. Com rédeas bem curtas, diga-se passagem.

Por Luis Dutra

sábado, 5 de junho de 2010

Significado do Nome

Qual a origem do nome Mirtes: LATIM

Qual o significado do nome Mirtes: FORMADA DE UMA MURTA. (PLANTA).

Muito ligado a familia, e emotiva costuma exagerar nos seus cuidados e corre o risco de sufocar as pessoas que ama sendo assim. Tem muita energia e por isso deve sempre manter-se ocupada com alguma coisa. Nos relacionamentos amorosos ou mesmo de amizade, quando se magoa, procura se recolher para dentro de si mesmo e só sai quando recebe um pedido de perdão. Um bom conselho seria aprender a controlar seu temperamento e deixar as pessoas que ama mais na delas.

Que saber o significado e origem do seu? Clique Aqui
 

Fontes: www.significado.origem.nom.br/texto
media.photobucket.com

sexta-feira, 4 de junho de 2010

COMO AS MULHERES DOMINARAM O MUNDO.

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho…
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano. De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente…
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci… Desculpe, filho, já faz tanto tempo…
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue…
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora… Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona…
- Pai, conta mais…
- Bem filho… O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros…
A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho…
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês…
- TPM???
- Sim, TPM… A Temporada Provável de Mísseis… E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear…
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai…
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas…

Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aqui e Agora

Há algum tempo atrás, existia o namoro, noivado e o casamento. Era tipo um jogo de tabuleiro, porém às duplas: você começava no namoro, então avançava um pouco e noivava. Reuniam-se parentes, dinheiro e coragem, então se fazia o casamento. Em alguns casos pulava-se o noivado, mas o final era o mesmo, o “sim” na frente de um padre e o enlace sagrado. Tudo lindo, tudo tão sonhado. Tudo passado.
A seqüência se ramificou, ganhou novos caminhos: você tem um lance que se der certo, vira um rolo. A evolução do rolo é o ficante, que é a mesma coisa, porém com algum compromisso, mas que pode ser desfeito a qualquer instante. Se o instante durar demais e houver consentimento formal de ambos, daí sim, você pode colocar lá na capa do Orkut: namorando.
Hoje descobri uma nova categoria de relacionamento, se é que ela se classifica em algo: é o “aproveitar o momento”.
Aproveitar o momento é tipo um amante, porém ninguém está cometendo adultério. Você está livre e desimpedido, ela também, mas por alguma razão, querem manter-se assim. Curtir o momento é um meio-termo, não uma fase de transição já que não se quer chegar a ponto algum. Fica entre o ficante e alguma coisa. Fica entre continuar livre e ter um rolo. Fica entre estar sozinha e ter um momento agradável, mas que sabemos que pode não acontecer de novo. Vocês tem o telefone um do outro, mas não sabem quando tocará de novo, aliás, nem esperam que toque.
O curtir o momento não é desculpa de gente promíscua. É a sinceridade de assumir que você não quer compromisso, mas quer o divertimento da companhia.
É o fogo da paixão com o raciocínio do namoro: é bom, tá legal, mas não passa disso ! Pode durar uma balada, uma semana, as férias inteiras. Mas não costuma ir muito longe. Ele se origina de uma situação que também não é pra sempre. Você não quer nada sério agora, mas uma hora irá querer. Você está passando apenas uma temporada fora, chegará a hora de voltar pra casa.
São situações que sempre serão recordadas com carinho, pois não duram o suficiente pra marcar algo profundo, não deixa cicatrizes. É a forma mais transparente e menos dolorosa de se possibilitar um prazer egoísta, mas partindo da concordância do outro. Não há regras, aprendizados, cobranças ou chateações. Somente um momento, que geralmente é curto demais.

Luis Dutra

terça-feira, 1 de junho de 2010

Enófilo, Enólogo e o Enochato

 O Enófilo

Algumas pessoas confundem o significado da palavra enófilo, o amante do vinho, com a de enólogo, o elaborador do vinho.
Enófilo tem um sentido mais amplo e significa "pessoa que gosta do vinho", mas que não tem responsabilidade sobre sua elaboração.



        O Enólogo

Enólogo é o profissional responsável pela elaboração dos vinhos. A rigor, também é um enófilo, por gostar do vinho.




 O Enochato

É aquela espécie da qual todos nós conhecemos um exemplar (ou vários).
O enochato chega às festas ou ao restaurante, pega uma taça, certifica-se de que tem bastante gente olhando, faz cara de entendido, gira o copo no sentido horário e com inclinação de 26,487º em relação a Greenwich, funga dentro da taça, revira os olhos, fala um monte de coisas complicadas e depois olha para as outras pessoas presentes com ar superior, como se elas fossem a ralé da humanidade por não entender de vinhos tanto quanto ele.
É justamente por causa dos enochatos que o vinho tem essa fama de coisa complicada, inacessível, sofisticada, exclusiva de gente rica, metida e chata.
Propomos aqui uma campanha internacional de extermínio dos enochatos e para isso não é preciso usar violência, basta que ninguém mais preste atenção às macaquices deles frente a uma taça de vinho. Sem platéia, o enochato murcha, perde a pose e sai de fininho.
É preciso acabar com essa impressão elitista que as pessoas têm do vinho.
No século 17, a Igreja Católica dava pão e vinho às famílias pobres! Vinho era considerado item de primeira necessidade, fazia parte da cesta básica!
Todo mundo deveria ter a oportunidade de aprender a tomar vinhos, sem achar que o vinho e sua cultura representam chatice ou um bicho papão, cheio de mistérios e dificuldades.
A partir de agora você também é um soldado nessa luta para popularizar o vinho, combinado?

Fontes: santucci / Histórias de Nereida