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terça-feira, 22 de março de 2011

Sybil (Transtorno Dissociativo de Identidade)


Eu recomendo este livro, ou mesmo assistir o filme.
Mirtes

O livro trata sobre uma mulher chamada Shirley Ardell Mason, nascida em 25 de janeiro de 1923 na cidade de Dodge Center, no estado de Minnesota. Sua história é o mais famoso caso de personalidade múltipla já registrado. Um filme foi feito em 1976, baseado no livro, estrelado por Sally Field como a personagem-título, e Joanne Woodward como a terapeuta, Dra. Cornelia B. Wilbur.

De acordo com as pessoas que conheciam a família Mason, em Dodge Center, a mãe tinha um comportamento estranho e controlava constantemente a filha. O pai e a avó eram bons com ela, mas não podiam fazer nada em relação ao abuso da mãe. A família era Adventista do Sétimo Dia, uma religião considerada suspeita pelos residentes de Dodge Center, devido a sua superficial semelhança com o Judaísmo.
No início dos anos 1950, Shirley era uma professora substituta e uma estudante da Universidade de Columbia. Ela teve lapsos de memória e instabilidades emocionais durante um longo tempo, tendo finalmente iniciado um tratamento de psicoterapia com a Dra. Wilbur, uma psicanalista freudiana. Suas sessões de terapia são a base do livro.

Sybil Isabel Dorsett (nome fictício que a autora atribuiu para proteger a privacidade de Shirley) é uma paciente com severos problemas de ansiedade social e perda de memória. Com o decorrer da terapia, a Dra. Wilbur descobre que ela tem 16 personalidades distintas. Ela usa hipnose e o barbitúrico Amobarbital para encorajar as diversas personalidades de Sybil a se comunicarem e revelarem informações sobre a vida da paciente.

Principais personalidades:

  • Sybil: professora substituta de escola secundária, que experimenta frequentemente "lapsos de tempo".
  • Peggy Lou e Peggy Ann: ambas com mais ou menos 9 anos, as Peggys aparentemente originaram-se como uma só personalidade, "Peggy Louisiana" (o nome que a mãe de Sybil queria inicialmente dar à filha).
  • Peggy Lou é forte e descarada, Peggy Ann quase sempre amedrontada. Ambas falam de forma incoerente e repetem frases constantemente. Peggy Lou quebra copos quando está transtornada.
  • Vicky: apropriada e formal à falha. Vicky fala francês fluente e está ciente de tudo o que acontece com as outras personalidades (no filme, Vicky falava um francês estereotipado da escola secundária, mas acreditava que falava-o bem)
  • Vanessa: uma bela pianista artística. No filme, ela é amiga de Richard, um homem do apartamento vizinho.
  • Marcia: a personalidade depressiva e suicida de Sybil. Marcia tenta em vão se matar, embora saiba que matar o corpo resultará na morte de todas as personalidades.
  • Ruthie: uma criança de 2 ou 3 anos que aprecia desenhos a crayon.


A Dra. Wilbur concluiu que as múltiplas personalidades de Shirley Mason foram resultado do abuso infantil por parte da mãe, aparentemente esquizofrênica. Posteriormente, Shirley mudou-se para Lexington, Kentucky, onde lecionou arte e administrava uma galeria de arte fora de sua casa durante muitos anos. Morreu de câncer de mama em 26 de fevereiro de 1998. Pouco antes, contou a uma amiga que havia chegado a um ponto em que havia perdoado sua mãe. Ela havia se livrado da raiva.

Uma de suas pinturas:


Vejam Vídeo do filme:





Fontes:
wikipedia.org
www.terracotabolsas.com/Imagens

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SÍNDROME DE ESTOCOLMO


Estocolmo, capital da Suécia. São dez e quinze da manhã de uma quinta-feira, 23 de agosto de 1973. Dois fugitivos da prisão entram em um banco, o Banco da Suécia, com o intuito de assaltá-lo. Portando sub-metralhadoras, rendem os guardas, e em pouco tempo colocam todos à mercê de sua truculência.

Após aproximadamente cinco dias de tensão, os assaltantes são rendidos e os reféns, libertados. Mas, certamente, ninguém poderia prever o que aconteceria depois: OS REFÉNS MANIFESTARAM GRANDE HOSTILIDADE CONTRA OS POLICIAIS E DEFENDERAM ARDOROSAMENTE OS ASSALTANTES QUE OS AGREDIRAM E HUMILHARAM. Os reféns passaram a se identificar com os assaltantes. O que teria acontecido?

Os reféns passaram a manifestar um conjunto de sintomas caracterizados por sentimentos positivos que a vítima desenvolve pelo seu agressor ou captor, e sentimentos negativos para com todos aqueles que tentam, de alguma forma, interferir nessa relação de dependência. Esse estranho comportamento ficou conhecido entre os psicólogos como Síndrome de Estocolmo, em alusão ao lugar em que ocorreu o assalto. É por vezes conhecida como Síndrome de Helsinki, e costuma ocorrer após um tempo suficientemente prolongado de intimidação psicológica.

Um exemplo clássico de Síndrome de Estocolmo foi o aconteceu a Patricia "Patty" Hearst, filha do magnata norte-americano William Randolph Hearst. A filha do Cidadão Kane foi seqüestrada por uma organização paramilitar, o Exército Simbionês de Libertação, em fevereiro de 1974. Colocada em isolamento e submetida a agressões sexuais, Patty Hearst foi aos poucos absorvendo o sistema de crenças da organização, tornando-se a guerrilheira “Tanya”. A Síndrome de Estocolmo é conseqüência direta de uma lavagem cerebral.

Outro caso foi o do sequestro da filha de Sílvio Santos, Patrícia Abravanel, que, ao dar entrevistas, lembrava com afeto dos seus sequestradores.

Fonte: /www.midiaindependente.org